No dia 30 de maio deste ano, A SpaceX de Elon Musk se tornou a primeira empresa privada a enviar dois astronautas da NASA  no espaço, em direção à Estação Espacial Internacional (ISS). É o primeiro vôo tripulado dos Estados Unidos Após nove anos, eles decidirem a recuperar o controle de suas viagens espaciais. Para os Estados Unidos, o sucesso dessa missão de demonstração é motivo de orgulho nacional: desde 2011 e o último vôo de um ônibus espacial, os americanos não tinham mais acesso autônomo ao espaço e dependiam de foguetes Russo confirma Alain Cirou, um consultor científico.

 

“Os americanos precisam dessa autonomia. É estratégico para eles”, explica, lembrando que, para um país que enviou homens à Lua em 1969, “não é um feito técnico”. Por outro lado, ele acrescenta imediatamente: “ele está diante da frustração da dependência dos russos de acessar a ISS”. “A troca de modelos não é feita com o pressionar de um botão. Demorou mais de nove anos para mudar de ônibus para esse sistema autônomo”, continua nosso consultor.

 

Dias depois mais especificamente no dia 13 de Junho, a empresa de Elon Musk colocou em órbita outro lote de satélites na missão Starlink que é um projeto de desenvolvimento de constelações de satélites em andamento pela mesma empresa. Esses 60 satélites se juntarão aos aproximadamente 480 outros que a empresa lançou em órbita desde fevereiro de 2018. Foram quatro lançamentos de foguetes em menos de quatro semanas – um feito que seria quase impossível de imaginar alguns anos atrás.

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No meio dos caos causados pela pandemia que nós humanos estamos vivendo, umas questões vêm revelado a curiosidade de muitas pessoas, seja na área científica, medical e muito mais outras. O porquê de tantas missões em um menos de um mês? Como essas missões vão poder nos ajudar a tirar informações/dados sobre a COVID-19??

 

Para entender melhor e tentar responder na melhor maneira possível a estas questões vamos voltar à primeira missão realizada pela SpaceX em direção a Estação Espacial Internacional (ISS) que é um laboratório espacial de microgravidade que foi criado com o intuito de ser uma base habitada permanentemente por seres humanos. Muitos experimentos e pesquisas científicas não podem ser feitos aqui na Terra, pois a própria aceleração da gravidade atrapalha os resultados. Além disso, estuda-se os efeitos que a permanência prolongada no espaço causa em seres humanos, matéria viva e equipamentos. Então a NASA planejava a abrir mão da ISS ou seja deixá-la no vácuo assim nenhum astronauta a bordo, corta primeiramente o orçamento deste até 2025 e deixá-la funcionando até 2028, pois o orçamento deste é muito caro. Para manter esse laboratório funcionando até lá, a então NASA pensava em privatizá-lo também, assim não iria precisar despedir da ISS e esse laboratório ficará disponível para os cientistas a fazer pesquisas. Isso é um dos motivos da primeira missão tripulada da SpaceX.

 

Em seguida, como foi falado no início, a missão starlink foi realizada dias depois do acoplamento da crew dragon na ISS, a importância do lançamento dessas satélites foi essencial pois, o uso de satélites para a vida cotidiana de todos é conhecido com freqüência pelo uso do “público em geral”. Mas, no contexto da atual crise de saúde da COVID-19, os satélites provam ser necessários para certas organizações, para usos menos conhecidos.

 

Um exemplo do uso de satélites para rastrear a evolução do Covid-19.

 

Bem no início da pandemia, pesquisas sugerem que a disseminação do novo coronavírus (SARS-CoV-2) poderia ser afetada pela temperatura e umidade

 

O Serviço de Mudança Climática Copernicus (C3S) fornece dados históricos, atuais e futuros de temperatura e umidade até uma resolução de 12 km acima do solo. A   B-Open, empresa especializada em software ambiental, desenvolveu um aplicativo que mapeia a mortalidade do COVID-19 em relação aos dados de temperatura e umidade. Esse aplicativo permite que autoridades de saúde e centros de epidemiologia explorem a hipótese de que temperatura e umidade podem afetar a propagação do coronavírus.

Captura de tela do aplicativo, mostrando as mortalidades do COVID-19 e a temperatura global em março de 2020. As áreas brancas mostram as regiões onde as condições climáticas são consideradas mais favoráveis ​​à propagação do coronavírus (crédito C3S)

Captura de tela do aplicativo, mostrando as mortalidades do COVID-19 e a umidade global para março de 2020. As áreas brancas mostram as regiões onde as condições climáticas são consideradas mais favoráveis ​​à propagação do coronavírus (crédito C3S)

 

O aplicativo também mostra como a temperatura e a umidade em todo o mundo provavelmente mudarão nos próximos meses, com base nos dados do C3S de vinte anos atrás. Isso permite que seja usado para identificar onde é provável que ocorram condições climáticas apropriadas ou inadequadas para a disseminação do coronavírus em um futuro próximo.

 

Por fim, todas as missões realizadas principalmente o Starlink foram muito importante para o progresso da humanidade que de certa forma está parada. Todas elas vão ajudar cientistas, pesquisadores, especialistas e etc… a solucionar o mais rápido possível essa questão da COVID-19.

 

Morgan Mc-Fall Johnsen, Starlink. Business insider, 2020, Disponivel em: https://www.businessinsider.com/spacex-launching-3-batches-of-starlink-satellites-2020-6?IR=T.

Mateus Vieira, Missão Crew Dragon Demo-2. DEFESATV, 2020, Disponivel em: https://www.defesa.tv.br/por-que-o-lancamento-da-crew-dragon-demo-2-e-tao-importante-para-a-spacex-e-para-a-nasa/.

Patrícia Gnipper, ISS. Canaltech, 2018, Disponivel em: https://canaltech.com.br/espaco/iss-esta-com-os-dias-contados-e-empresas-privadas-podem-se-beneficiar-com-isso-108386/.